quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

A Paz







Não vim trazer a paz à Terra, pois a paz é ainda incompatível com a humanidade.


Não vim trazer a paz, mas a cisão, o corte entre o que era e o que será, a proposta do vir a ser.


Por causa disso os homens terão por inimigos os de sua família. Porque uns se encontrarão prontos e outros não. Prontos para entregar seus corações e trocar de pele e de capa. Prontos para desnudarem-se para a vida e beijarem a morte.


Vim lançar fogo à Terra, queimando as impurezas dos vícios, limpando a atmosfera dos pensamentos dos homens. Quero que ele se estenda e cumpra sua missão higienizadora e assim terei o meu batismo.


Os homens se entregarão a disputas por mim; farão guerras e dissensões. Espalharão o sangue precioso de seus irmãos no solo do planeta e esse sangue fertilizará a semente da Boa Nova. A árvore bendita se erguerá brava e destemida por entre as violentas refregas, alimentando com seus frutos os famintos da verdadeira paz que nasce do sofrimento da superação, no vencer-se a si mesmo, convertendo o homem velho no homem novo que habitará a Terra Nova que eu terei preparado para os últimos e humilhados.


Vejam os que vêem e escutem os que ouvem, porque o reino de Deus não se fará na paz, mas na angústia da batalha de onde triunfará incólume a paz do triunfo individual e coletivo sobre as torpezas das paixões e das iniqüidades. Então, no aprisco renovado e redimido, para cumprir o que disseram os antigos profetas que antecederam a mim; e haverá um só Pastor para um só rebanho na benção da paz imaculada e consolidada para a eternidade.


E o reino dos céus estará firmado sobre as bases sólidas e indestrutíveis das virtudes que nascerão dos heróis do Bom Combate, os que valorosamente tenham empunhando o estandarte da caridade e do amor ao próximo, únicos requisitos que dão acesso ao Reino de Deus.


E esse decreto será válido por toda a eternidade.


Que assim seja.


Um Espírito Amigo

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