segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Talentos da Alma

Estivemos nesse domingo, participando de uma belíssimo evento que ocorreu em Abreu e Lima, no Centro Cultural Maria de Jesus: Talentos da Alma.

Houve vária apresentações artísticas, pinturas, artezanatos, teatro, música. Inclusive uma família especial com seus filhos bem direcionados para o caminho da música de qualidade; Caio e seu irmão Gabriel.

Mensagem ao alcance de todos, de beleza espiritual, que elevam a alma. Os cantores Eunice e Ezel também se fizeram presentes para embelezar ainda mais o evento que tinha como objetivo ampliar seus trabalhos oferecendo cursos de artes diversas para a população, com ênfase no público jovem.

Que bom prestigiar um programa assim, para o engrandecimento da obra de progresso de nosso planeta. O Pai de infinita bondade permita que se amplie cada vez mais esse trabalho e abençoe cada um de seus componentes. Que se espalhe o exemplo de melhoria espiritual para sanear nosso mundo e reflorescer nossas mentes de esperança.

Ana Carolina

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Viver é uma arte.

O título já o diz; viver é uma arte.
Engenhosa arte, com seus segredos e fómulas, e reveses inesperados.
A aventura mais instigante e e eletrizante de todos os tempos. A descoberta mais fantástica e assombrosa.

A escolha é nossa; viver ou passar pela vida.

Um bom exemplo dos que passam pela vida são os indivíduos que não sentem a mesma, não procuram interpretar seu significado tão simples e ao mesmo tempo tão complexo. Os insencíveis, os alienados do próprio ser, os que são cegos para a luz.
Os ignorantes a respeito de si mesmos não podem viver, estão privados dessa habilidade, pois saber viver é uma habilidade que se aprende, eles apenas respiram e é tudo que lhes é permitido pelo horizonte estreito de suas mentes.

Mas qual é a sabedoria que liberta? Onde está a verdade da vida, para onde dirigir nossos esforços no intuito de nos apoderarmos dela?

Nós somos a verdade, o universo está contido em nós. Embarquemos nessa espetacular viagem e descobriremos os segredos da vida, provando-lhe seu néctar, tomando da água viva que saciará nossa sede para sempre.

Sejamos os artífices da vida, moldando-a conforme os ideais de bondade, beleza e perfeição.

Paz a todos.

Ana Carolina

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

ASSUNTOS INDIGESTOS

Meus amigos de ideal espírita, muito obrigado por entrar neste endereço, onde compartilho meus sentimentos e pensamentos a respeito da doutrina ou diversos, ou ainda, universais.

Sinto muita a falta de discussões sobre questões sérias (inadiáveis), dentro dos centros espíritas. Não que eu esteja dizendo com isso que o centro espírita não debata assuntos sérios, não é isso que eu quero dizer, absolutamente. Mas sinto uma enorme dificuldade dos nossos centros de estudo, nossas escolas do espírito, formarem grupos discursivos a respeito da AIDS, por exemplo. DROGAS,SEXO, VIOLÊNCIA DOMÉSTICA, PEDOFILIA, TRÁFICO HUMANO. Estamos num mundo de expiação e provas,  lembremos bem disso.

Urgente se debatam assuntos atuais, oferecendo material rico e esclarecedor aos famintos do pão moral.

É necessário acordar a humanidade do sono intoxicante da alienação e iluminar consciências. A Doutrina é rica em material de estudos. Palestras, Simpósios, Encontros, tudo para amenizar a grande desgraça provocada pela falta de informação de qualidade.

Presidentes de casas espíritas, lembrem-se que a vossa consciência lhe pedirá contas das almas confiadas à vossa tutela. Empreendam uma marcha, uma caminhada em direção da conversão definitiva do mal em bem, da noite escura do não-saber para a alvorada feliz do saber-e-ser.

Rogo que esse apelo singelo não passe despercebido. Rogo aos céus que ele vôe e alcance um coração amigo e se transforme no fermento que faz crescer a massa dos divulgadores de boas mensagens.

Que a nossas palavras tenham um fim útil, pois foram geradas no coração.

Ana Carolina

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Meu querido bambú

Um dia li uma história maravilhosa e gostaria de compartilha-la com todos vocês.

Era um vez um lindo bambú. Entre o bambuzau ele era o mais alto, seu caule grosso, suas folhas saudáveis  e frescas. Ele era muito feliz naquele imenso jardim onde um sábio jardineiro trabalhava.
Certa feita o jardineiro muito amável perguntou ao lindo bambú:
- Meu querido bambú, queres me servir hoje?
A planta balançou-se toda contente.
- Claro! Mas, como posso te servir, mestre?
Com voz calma e expressão generosa o jardineiro explicou:
- Para me servir, bambú, terás de me permitir que eu te tire as folhas.
Com tristeza o vegetal respondeu:
- Minhas folhas, mestre, mas minhas folhas são responsaveis pela minha beleza.
- Se não permitires que eu te tire as folhas, não poderás me servir.
O bambú refletiu um pouco e consentiu.
O jardineiro sorriu generoso. Olhou seu fiel amigo e continuou:
- Para que me sirvas como quero vou precisar também te cortar e retirar do solo.
Espantado, o bambú ergueu-se sobre si mesmo e perguntou:
- Mestre, mas se me retirares do solo eu certamente morrerei.
- Meu bambú querido, se eu não te cortar e retirar tuas folhas não poderás me servir.
A árvore amiga estremeceu, mas resignou-se e consentiu ao pedido do jardineiro, afinal, ele era muito sábio.
Certamente era para uma grande responsabilidade que se serviria dele, exigindo tão grande sacrifício.
_ Meu amigo bambú, eu tenho mais a te pedir.- continuou o jardineiro- Para que sirvas aos meus propósitos é necessário que eu te corte ao meio e te retire o coração.
Orvalhos derramavam-se pelo caule longo do exuberante vegetal.
- Meu coração, mestre?
- Sim. Sem que me deixes tirar teu coração, não poderas me servir.
Um momento longo se passou. O vento que soprava fagueiro parecia ter dado uma pausa e tudo na natureza  paralizara para ver o desfecho daquela história.
- Mestre... eu me entrego em tuas mãos. Retira-me da terra, decepa minhas folhas, corta-me ao meio e retira meu coração, pois  meu maior ideal e servir-te, pois conheço tua grandeza e sabedoria e tudo o que fazes é bom e para felicidade de todos.
O bambú humilde curvou-se heróico. Foi cortado e trabalhado pelo jardineiro que o utilizou num grande projeto de irrigação. O bambú cortado e retirado seu miolo serviu para passagem de água pura para beneficiar uma imensa e própera lavoura.

Essa fábula vem despertar em nós o quanto devemos refletir no quanto estamos dispostos a servir ao mestre dos mestres, com humildade e resignação. Estamos realmente determinados servir a Jesus?

                                                                                                                                Ana Carolina

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Foto kirllian

A foto Kirllian é uma impotante ferramenta de comprovação dos diferentes estados de matéria e revela as dimensões da alma que não enxergamos com a visão normal. É inegável a importância dessa descoberta para a ciência espírita.
Mas uma coisa incompreensível é o uso mal direcionado dessa ciência nas casas espíritas, com o uso dessa possibilidade para fins de comprovação de mediunidade ou não em seus trabalhadores, bem como a comparação entre os grupos para ver se qual foto é a mais bonita, a que apresenta tons mais iluminados, fomentando uma disputa e presumível segregação dos que não apresentarem tão belas colorações em sua foto. É um método perigoso para a  vivência em grupo, para o trabalho de equipe porque pressupõe uma pretensa superioridade dos que apresentam colorações rutilantes, pois podem  elaborar o sentimento temível da vaidade e da presunção.
Um conselho para os centros espíritas que exigem a foto Kirllian de seus médiuns é a mensagem imorredoura do Cristo; "Conhece-se a árvore por seus frutos".
Paz e Luz para Todos

Ana Carolina

Luz Espirita

Luz Espírita

Um detalhe importante


Ao nos ensinar a orar, Jesus frisou que não seria pelo muito falar, que seríamos atendidos por Deus, nosso Pai.
Ao contrário, enfatizou aos apóstolos que a prece do publicano tinha maior poder, pela humildade de que se revestia.
Alguns de nós, quando convidados a orar em público, recusamos, dizendo que não sabemos dizer palavras bonitas.
Pensando nesses termos, é que a história a seguir faz-se muito oportuna:
Uma mulher morava em uma humilde casa com sua neta muito doente. Como não tinha dinheiro para leva-la ao médico, decidiu enfrentar a caminhada de duas horas até a cidade próxima, em busca de ajuda.
No único hospital público da cidade, foi orientada a retornar trazendo a neta, que deveria ser examinada.
A mulher fez o caminho de volta desconsolada, pensando no que faria para trazer a criança, pois ela não conseguia sequer se manter em pé.
Ao passar em frente a um templo religioso, decidiu entrar. Viu outras pessoas orando e pediu a elas que orassem por sua netinha.
Passados alguns minutos, ela mesma se animou a fazer sua prece e em voz alta foi falando:
"Jesus, sou eu. Olha, a minha neta está muito doente. Eu gostaria que você fosse lá para cura-la. Jesus, você pega uma caneta que eu vou dizer onde fica."
Depois de uns segundos, continuou: "já está com a caneta, Jesus? Então você vai seguindo em frente e quando passar o rio com a ponte, você entra na segunda estradinha de terra.
Não vá errar, tá?"
Os que estavam por perto acharam interessante aquele monólogo. Alguns, no entanto, mal podiam conter no riso. Mas a senhora, de olhos fechados, continuou:
"Andando mais uns vinte minutinhos, tem uma vendinha.
Pega a rua da mangueira que o meu barraquinho é o último da rua. Pode entrar que não tem cachorro."
Olha, Jesus, a porta está trancada, mas a chave fica embaixo do tapetinho vermelho, na entrada. O senhor pega a chave, entra e cura a minha netinha. Mas, olha só Jesus, por favor não esqueça de deixar a chave de novo embaixo do tapetinho vermelho, senão eu não consigo entrar."
Terminada a oração, ela se levantou e foi para casa.
Ao entrar, sua netinha veio correndo recebe-la.
"Minha neta, você está de pé? Como é possível?"
E a menina respondeu: "vovó, eu ouvi um barulho na porta e pensei que fosse a senhora voltando. Aí, entrou em meu quarto um homem alto, com um vestido branco, e mandou que eu me levantasse. E eu me levantei."
Depois, ele sorriu, beijou minha testa e disse que tinha que ir embora, mas pediu que eu avisasse a senhora que ele iria deixar a chave embaixo do tapetinho vermelho."
**
A verdadeira oração não necessita de palavras difíceis. É a manifestação espontânea do coração que se abre num colóquio íntimo, pedindo, agradecendo, louvando, reconhecendo a própria pequenez e a grande necessidade.
A força de uma prece não está na coordenação das palavras proferidas, mas na emoção que o pensamento movimenta para a fonte de recursos a que se dirige.


Divaldo P.Franco

domingo, 11 de abril de 2010

Aos leitores que prestigiam nosso blog eu faço a proveitosa recomendação que procurem acessar o blog do nosso amigo Frederico Menezes que está expondo no mesmo mensagens belíssimas e de profundidade espiritual enquestionável. Vamos formar uma imensa corrente do bem para promover iniciativas como essas de divulgar trabalhos lindos e proveitosos para nossa evolução espiritual. Vamos nos unir para contrubuir na construção de uma nova consciência coletiva que impulcione nosso mundo para nova etapa de desenvolvimento cumprindo assim a promessa do Cristo "um só rebanho para um só pastor".
Muita paz a todos
Ana Carolina

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Verdadeira luz

Amar, sobretudo porque pertence ao nosso direito no Estatuto da Imortalidade. O amor nos pertence por direito divino, que herdamos quando somos criados pelas mãos do Pai.
Ah, é tão triste quando nos negamos essa outorga infinita, nos perdendo nas sombras e nas trevas do anti amor, pois só na trilha resplandecente do bem querer encontramos a verdadeira luz.
Essa angústia que hora   nos devora, ensandecida, é tão somente por saudade do banho na fonte bendita de todas as virtudes. Pois as qualidades que ornam a alma do santo tem sua gênesis num coração abundante de afeto.
Todos os conflitos, armados ou não, estridentes ou silenciosos, declarados ou sorrateiros, nascem na terra inóspita do coração enregelado, desertificado, de onde o sentimento por excelência foi exilado.
Amar é bem que fazemos a nós mesmos, antes que a outrem. Pois a medida do nosso amor é que nos servirá para dispensarmos amor aos outros. Para se dar é necessário absolver, desenvolver e acumular, só então, partindo da conquista desse valiosíssimo tesouro, poderemos distribuí-lo com alegria, sem temer dele sermos privados, pois é uma fonte que jorra para a vida eterna.
O homem verdadeiramete feliz é aquele que sabe-se amado. Preserva-se das asperesas e aflições da amargura e da solidão. Porque a solidão é herança do anti amor ou indiferença e o que faz o homem um verdadeiro miserável, mesmo que vista-se de ouro e cerque-se em palácios suntuosos.
Por isso, amados, ascendamos na escala dos sentimentos elevados, sacrificando o império do egoísmo, ciliciando nossas paixões, para fazer brilhar a estrela luminosa e redentora, de inquestionável ação transformadora e libertadora, fazendo brilhar seus raios plúmbeos em nossa consciência, essa luz inviolável que representa a beleza, a verdade e o bem mais absolutos, representação mais excelente da divindade; o amor.

Página recebida em 06-04-2010
Pelo espírito Eloísa

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Chico Xavier

Quem teve a oportunidade de ver o filme de Chico no cinema pode avaliar com que maestria e simplicidade o roteiro foi criado, sua grandiosidade por ser despretencioso e belo. É inspirador, emocionante e profundamente evangelizador.

sábado, 27 de março de 2010

Incidiosa inimiga

Sorrateira se esgueira,
Nas sombras espreita,
A oportunidade vil
De sequestrar ao seu covil.

Feiticiera manhosa,
Adestrada para o engodo,
Tem o domínio da prosa,
Impetuosa leva ao malogro;

Todo bem aspirado,
O projeto iluminado,
A sementeira de luz,
O caminho, a verdade que nos conduz,
O que dá sentido à própria vida
E a presença de Jesus.

Se alegra no mal falado.
Com a língua dourada
Em vão dá ares de honrada
Á palavra venenosa como um dardo.

Não há quem passe pela Terra
Sem provar-lhe o cálice peçonhento,
Nem na paz, nem na guerra,
A vil matreira não considera momentos.

Quem não aceita de sua mesa fazer parte,
Escolhendo prazeres iluminados, sadios,
Tão prontamente se torna mártir,
Sofrendo o amargor do ardil.

Professa a palavra perfeita,
Se refestela na hipocrisia.
Faz de conta que tem vida eleita
Riso e pôse, fingindo alegria.

Contando e recontando defeitos,
Para os outros sempre a reprovação.
Aponta condenando os imperfeitos,
Para si mesma, absolvição.

Quem não conhece na senda
A senhora de grande fama,
Gerada na maledicência,
O nome atirado na lama.

Quem abriga a nefasta tinhosa,
E se seduz na maldade,
Logo encontra nos braças da fofoca
A morte do ideal de bondade.

Ana Carolina

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

A Paz







Não vim trazer a paz à Terra, pois a paz é ainda incompatível com a humanidade.


Não vim trazer a paz, mas a cisão, o corte entre o que era e o que será, a proposta do vir a ser.


Por causa disso os homens terão por inimigos os de sua família. Porque uns se encontrarão prontos e outros não. Prontos para entregar seus corações e trocar de pele e de capa. Prontos para desnudarem-se para a vida e beijarem a morte.


Vim lançar fogo à Terra, queimando as impurezas dos vícios, limpando a atmosfera dos pensamentos dos homens. Quero que ele se estenda e cumpra sua missão higienizadora e assim terei o meu batismo.


Os homens se entregarão a disputas por mim; farão guerras e dissensões. Espalharão o sangue precioso de seus irmãos no solo do planeta e esse sangue fertilizará a semente da Boa Nova. A árvore bendita se erguerá brava e destemida por entre as violentas refregas, alimentando com seus frutos os famintos da verdadeira paz que nasce do sofrimento da superação, no vencer-se a si mesmo, convertendo o homem velho no homem novo que habitará a Terra Nova que eu terei preparado para os últimos e humilhados.


Vejam os que vêem e escutem os que ouvem, porque o reino de Deus não se fará na paz, mas na angústia da batalha de onde triunfará incólume a paz do triunfo individual e coletivo sobre as torpezas das paixões e das iniqüidades. Então, no aprisco renovado e redimido, para cumprir o que disseram os antigos profetas que antecederam a mim; e haverá um só Pastor para um só rebanho na benção da paz imaculada e consolidada para a eternidade.


E o reino dos céus estará firmado sobre as bases sólidas e indestrutíveis das virtudes que nascerão dos heróis do Bom Combate, os que valorosamente tenham empunhando o estandarte da caridade e do amor ao próximo, únicos requisitos que dão acesso ao Reino de Deus.


E esse decreto será válido por toda a eternidade.


Que assim seja.


Um Espírito Amigo

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Buscando a alegria com Jesus


Essa tristeza que te domina, amargurando as tuas horas, é grave enfermidade que deves combater a partir de agora.
Nenhuma complacência para com ela, nem justificativa enganosa para aceitá-la. Os argumentos de infelicidade quanto de insatisfação não passam de sofismas e mecanismos de evasão da realidade.
Problemas todos os têm, com um imenso universo de apresentação. A falta deles geraria, por enquanto, desmotivação para a luta, para o progresso.
Essa nostalgia deprimente que te aliena e consome é adversária cruel, a que te entregas livremente sem reação, ampliando-lhe o campo de domínio, à medida que lhe cedes espaço.
Seja qual for a razão, fundamentada em acontecimentos atuais, deves transformar em bênção que te convida à reflexão e não ao desalento.
A tristeza é morbo prejudicial ao organismo, peste que consome a vida.
Tudo, em tua volta, é um hino de louvor, de alegria, de gratidão a Deus. Observa-o bem.

Somente o homem, porque pensa, se permite empolgar pela tristeza, descambando para os surdos conflitos da rebeldia.
Essa tristeza pode resultar de dois fatores, entre outros: reminiscências do teu passado espiritual e perturbação com repercussão obsessiva.
No primeiro caso, as impressões pessimistas devem ser eliminadas, alijando-as do inconsciente, sob pressão de ideias novas, agradáveis, positivas, que te cumpre cultivar, insistindo em fixá-las nos paineis mentais.
Se te acostumas a pensar bem, superarás as lembranças más. Os hábitos se enraízam, porque se repetem, dominando os automatismos da mente e do corpo.
Na segunda hipótese, a hospedagem mental e emocional de Entidades desencarnadas, malévolas, ocorre porque encontram sintonia nas tuas faixas psíquicas, estabelecendo contato hipnótico que se agrava com o tempo.

Em ambos os casos te encontras incurso em débitos para com as soberanas Leis da Vida.
Não te reencarnaste, porém, apenas para pagar, antes, sim, para ressarcir com amor, liberando-te dos compromissos negativos mediante as ações relevantes.
És candidato às cumeadas da montanha, e não um condenado às galés nas sombras do remorso inútil ou no charco das lágrimas perdidas.
Se permaneces na situação infeliz, tornas-te vítima de ti mesmo. Todavia, se te resolves por sair do caos, transformas-te em teu próprio psicoterapeuta.
Jesus, apenas uma vez, deixou-se vestir de tristeza, de amargura. No Getsêmani, quando só Ele velava e os amigos, ali próximos, dormiam, embora aquela fosse a hora decisiva, o pré-final. E o permitiu por piedade para com os companheiros invigilantes, que se não davam conta da gravidade do momento.
Sempre Ele cultivou a alegria da esperança, a bênção da saúde, a dádiva da paz.
O Seu, foi o ministério do júbilo, da transformação do homem e do mundo velhos em uma criatura e sociedade inteiramente novas.
Renascimento é vitória sobre a morte. E alegria que procede da libertação.
Rasga, portanto, essa mortalha de sombras sob a qual ocultas todas as tuas possibilidades de triunfo, e sai a semear fraternidade na grande vinha que te aguarda.
Realiza um novo, um atual encontro contigo mesmo e examina-te melhor, sem deplorares a situação em que te encontras, e vai na direção do êxito. Isto é fundamental, não como um pagamento, porém como um dever que te falta cumprir, a fim de te recuperares. Deus te concede esse direito e tens que corresponder-Lhe, usando-o em teu benefício.
Provavelmente sofres pressões, que são uma falta de humanidade, mas tua é a submissão a essa força constritora que aceitas.
Se, em verdade, queres sair da tristeza, podes. Em caso contrário, és responsável por ela, assim te comprazendo, o que é séria enfermidade.
Alegrai-vos”, propôs Jesus, “é chegado até vós o reino de Deus.” Este reino está dentro de nós, esperando ser descoberto e habitado. Aguarda-te, desafiador. Chegou até onde estás. Dá o teu passo em sua direção, penetra-o, deixa-te por ele preencher e alegra-te para sempre, como herói que concluirá a luta.

Por: Joanna de Ângelis






Livro: Jesus e Atualidade






Psicografia: Divaldo Franco