sexta-feira, 9 de abril de 2010

Verdadeira luz

Amar, sobretudo porque pertence ao nosso direito no Estatuto da Imortalidade. O amor nos pertence por direito divino, que herdamos quando somos criados pelas mãos do Pai.
Ah, é tão triste quando nos negamos essa outorga infinita, nos perdendo nas sombras e nas trevas do anti amor, pois só na trilha resplandecente do bem querer encontramos a verdadeira luz.
Essa angústia que hora   nos devora, ensandecida, é tão somente por saudade do banho na fonte bendita de todas as virtudes. Pois as qualidades que ornam a alma do santo tem sua gênesis num coração abundante de afeto.
Todos os conflitos, armados ou não, estridentes ou silenciosos, declarados ou sorrateiros, nascem na terra inóspita do coração enregelado, desertificado, de onde o sentimento por excelência foi exilado.
Amar é bem que fazemos a nós mesmos, antes que a outrem. Pois a medida do nosso amor é que nos servirá para dispensarmos amor aos outros. Para se dar é necessário absolver, desenvolver e acumular, só então, partindo da conquista desse valiosíssimo tesouro, poderemos distribuí-lo com alegria, sem temer dele sermos privados, pois é uma fonte que jorra para a vida eterna.
O homem verdadeiramete feliz é aquele que sabe-se amado. Preserva-se das asperesas e aflições da amargura e da solidão. Porque a solidão é herança do anti amor ou indiferença e o que faz o homem um verdadeiro miserável, mesmo que vista-se de ouro e cerque-se em palácios suntuosos.
Por isso, amados, ascendamos na escala dos sentimentos elevados, sacrificando o império do egoísmo, ciliciando nossas paixões, para fazer brilhar a estrela luminosa e redentora, de inquestionável ação transformadora e libertadora, fazendo brilhar seus raios plúmbeos em nossa consciência, essa luz inviolável que representa a beleza, a verdade e o bem mais absolutos, representação mais excelente da divindade; o amor.

Página recebida em 06-04-2010
Pelo espírito Eloísa

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