Malversam os recursos inestimáveis da mediunidade, no jogo perigoso das trivialidades em que se comprazem.
Irrequietos, voejam insensatos, de local a local, buscando lucros e permutando brejeirices, longe das atitudes de coerência moral superior, como se fossem permanecer imunes à desencarnação, que pensam adiar indefinidamente.
Não lhes interessam esclarecimentos, diretrizes edificantes.
Cometem abusos de toda ordem, entregam-se a prazeres exaustivos, sorvem os licores da embriaguez demorada, veraneiam nos arraiais da fé, e, quando tal ocorre, solicitam, a princípio, exigemdepois reursos de urgência e soluções apressadas para as velhas complicações em que e agradam.
Os Espíritos Desencarnados devem ajudá-los, liberá-los das cangas a que se ataram espontaneamente.
Caíram por invigilância, não obstante advertidos.
Enfermaram por negligência, embora orientados.
Desequilibraram-se por teimosia, apesar de esclarecidos.
Obsidiaram-se por descaso ao dever, sem embargo socorridos.
Complicaram-se por irresponsabilidade, mesmo informados.
Repentina e tardiamente se crêem merecedores de libertação, como se fora possível fazer por eles o que se negaram de livre vontade conseguir, quando tudo lhes sorriam bênçãos.
Frívolos, prometem ao Senhor tornarem-se melhores, caso se recuperem, qual se isso fora de proveito para o Divino Benfeitor e não para eles próprios.
Fantasistas, recorrem a processos mágicos de emergência, com que se equivocam, perturbando-se mais.
Enganadores, assumem atitudes de precária sobriedade e retidão, como a negociarem saúde e paz de urgência...
São os levianos que aportam nas praias da Verdade, iludidos, pensando em iludir os outros.
Ajuda-os, quando te busquem, mas não te aflijas em demasia, face ás aflições deles.
Ensina-lhes recomeço e serviço, edificação interior e discernimento real, a fim de que despertem das torpezas morais em que se enlanguescem e saiam do cárcere da leviandade para as avenidas do trabalho eficiente de que necessitam para a libertação total.
Texto de Joana de Ângelis - Por Divaldo P. Franco - Livro; Celeiro de Bênçãos.
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